Manifestantes tentam invadir hotel em Minneapolis, nos EUA, atrás de agentes de imigração
27/01/2026

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O caso ocorreu após a morte de duas pessoas pelos agentes na cidade. O caso que mais chamou atenção foi do enfermeiro Alex Pretti, acusado pelo governo americano de portar uma arma.
Centenas de manifestantes tentaram invadir no fim desse domingo (25) um hotel em Minneapolis, nos Estados Unidos, onde supostamente estariam hospedados os agentes de imigração do governo Trump. Eles chegaram a quebrar parte da porta e fachada, mas não conseguiram invadir o espaço.
O caso ocorreu após a morte de duas pessoas pelos agentes na cidade. O caso que mais chamou atenção foi do enfermeiro Alex Pretti, acusado pelo governo americano de portar uma arma e morto com um tiro a queima-roupa.
Um tempo após o início do ato, um grande número de agentes federais fortemente armados chegou ao local, saindo de um veículo blindado. Eles rapidamente lançaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar a multidão.
A Patrulha Rodoviária do Estado de Minnesota e o DNR [Departamento de Recursos Naturais] foram chamados para auxiliar a polícia de Minneapolis devido a danos à propriedade do hotel Home2 Suites na University Avenue', disse o Departamento de Segurança Pública de Minnesota em um comunicado divulgado nas redes sociais.
Pelo menos duas pessoas foram levadas algemadas.
Trump diz que agentes de imigração fizeram 'trabalho fenomenal'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao jornal Wall Street Journal que os agentes de imigração fizeram um trabalho 'fenomenal' em Minneapolis mesmo após a morte de duas pessoas em decorrência de confrontos com o ICE.
Trump também sinalizou a disposição de, eventualmente, retirar os agentes de imigração da região de Minneapolis.
'Em algum momento, iremos embora. Nós fizemos um trabalho fenomenal, eles fizeram um trabalho fenomenal', comentou, sem dar um prazo.
O presidente criticou Alex Pretti, o homem de 37 anos que foi morto por um agente da Patrulha da Fronteira federal, por portar uma arma durante um protesto.
'Não gosto de tiroteios. Não gosto mesmo. Mas também não gosto quando alguém vai a um protesto com uma arma potente, totalmente carregada e com dois carregadores cheios de balas. Isso também não pega bem', disse.
Os pais do enfermeiro, entretanto, negaram que ele estivesse armado. Em nota divulgada à imprensa, eles classificaram a versão de autoridades federais como "mentiras repugnantes".
Os dois ainda disseram que Alex Pretti segurava um telefone na mão direita e a esquerda estava vazia, levantada acima da cabeça, enquanto tentava proteger a mulher que também era agredida pelos agentes.
O enfermeiro foi morto a tiros durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega contra um imigrante ilegal procurado por agressão violenta.
Vídeos gravados por testemunhas mostram ao menos sete agentes imobilizando o homem. Com a vítima rendida, um deles atira várias vezes à queima-roupa.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que os agentes agiram em legítima defesa, dizendo que o homem se aproximou armado. O órgão divulgou a foto de uma pistola calibre nove milímetros, endereçada a Pretti.
Ainda durante a entrevista, Trump foi questionado se a Casa Branca estaria analisando as diversas filmagens sobre as mortes. Segundo ele, o governo federal está 'revisando tudo e chegaremos a uma conclusão'.
Trump considera invocar lei para mobilizar forças armadas em Minneapolis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando invocar a Lei da Insurreição na cidade de Minneapolis após a morte de duas pessoas por agentes de imigração. Com a lei, ele poderia levar as forças armadas até o local e federalizar os agentes da Guarda Nacional do estado de Minnesota.
As informações são da NBC News com base em relatos de alto funcionário na Casa Branca. O assunto está em pauta em reuniões nesta segunda-feira (26). Essa autoridade afirmou que Trump planejava continuar a 'exigir' cooperação entre as forças policiais locais e federais 'ainda mais do que já vinha pedindo' nos últimos dias.
O presidente acredita que'a única razão para esse caos e essas situações trágicas estarem acontecendo é porque os moradores locais se recusaram a cooperar com o governo federal e estão incentivando a resistência, criando circunstâncias extremamente difíceis para a atuação das forças da lei', acrescentou.
Sancionada em 1807, a lei pode ser invocada quando houver 'obstruções, combinações ou reuniões ilegais ou rebelião' contra a autoridade do governo dos EUA, afirma o estatuto. Trump já havia ameaçado invocar a lei em 2025 em diversos protestos na Califórnia, por exemplo, contra os agentes de imigração e a guarda nacional.

























