CPMI do INSS: relatório será concluído ainda nesta quinta, com pedido para indiciar mais de 220 pessoas, diz relator

27/03/2026

Fonte: Por Isabela Camargo, Mariana Laboissière, Jéssica Antunes, Vinícius Cassela, Caetano Tonet, g1 e TV Globo — Brasília

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Alfredo Gaspar afirmou que após finalização do relatório, documento poderá ser votado em reunião de emergência convocada para este sábado (28) — até então, prazo limite de conclusão dos trabalhos do colegiado.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou nesta quinta-feira (26) que o relatório produzido pelo colegiado está em fase final e que deve ser concluído ainda nesta quinta.

Gaspar afirmou também que a expectativa é ler o relatório nesta sexta (27) e convocar uma reunião de emergência neste sábado (28) para realizar a votação do relatório — até então, data limite de conclusão dos trabalhos.

O relatório, segundo Gaspar, pedirá o indiciamento mais de 220 pessoas investigadas no esquema envolvendo o INSS (entenda mais abaixo).

"Mais importante do que as 5 mil páginas é o arcabouço probatório que tem dentro do relatório, com mais de 227 indiciamentos. [...] Estou passando um pente fino em todos os nomes”, afirmou o deputado a jornalistas nesta quinta.

"Só irei ler amanhã [sexta] se as circunstancias assim forem determinantes. Ainda temos muita coisa a aprofundar, mas há, sim, um relatório, na necessidade, na urgência, para ser lido. O que posso adiantar é que ninguém que tenha tido algum tipo de participação por ação ou omissão será poupado do relatório", prosseguiu Alfredo.

O relatório, ainda segundo ele, será finalizado após uma reunião da CPMI com a equipe técnica.

 

Julgamento no STF

 

O relator mencionou ainda que espera que ocorra um pedido de vista (mais tempo para análise) no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga nesta tarde a determinação do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da comissão.

A CPMI do INSS foi instalada para apurar um esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários e assistenciais, que, segundo investigações, provocaram prejuízos bilionários aos cofres públicos e atingiram aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais.

Ao longo dos trabalhos, a comissão ouviu dirigentes de associações investigadas, servidores do INSS e representantes de órgãos de controle.

O colegiado também analisou relatórios da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), por exemplo, que apontam falhas estruturais nos sistemas de concessão e revisão de benefícios.