Noite mais quente da história da França: onda de calor deixa 40 mortos por afogamento, a maioria jovens
24/06/2026

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País registrou a madrugada mais quente desde o início das medições, em 1947; governo convocou nova reunião de crise diante dos impactos das temperaturas extremas
A França registrou sua noite mais quente entre segunda e terça-feira, e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que 40 pessoas — muitas delas jovens — morreram afogadas desde 18 de junho em meio à intensa onda de calor que atinge o país.
A onda de calor mortal tem castigado a França desde a semana passada, provocando transtornos na rotina da população e levando ao fechamento de escolas e ao cancelamento de trens. Diante da situação, Lecornu convocou ministros para uma nova reunião de crise nesta terça-feira para discutir medidas de resposta.
Noite mais quente já registrada
O país registrou a noite mais quente entre segunda e terça-feira desde o início das medições meteorológicas, em 1947, informou a agência Meteo-France.
O indicador nacional de temperatura — calculado a partir da média das leituras de 30 estações meteorológicas espalhadas pelo território francês — atingiu 21,6°C, segundo dados preliminares coletados na manhã de terça-feira.
O recorde anterior era de 21,4°C, registrado em 25 de julho de 2019.
Mortes por afogamento preocupam autoridades
Lecornu classificou as mortes registradas nos últimos dias como um “flagelo trágico”.
— O último número que nos foi reportado é de 40 mortes desde 18 de junho, principalmente entre jovens — disse o primeiro-ministro durante a reunião de crise.
— Eles são as primeiras vítimas da crise que estamos enfrentando.
Na manhã de terça-feira, a ministra do Esporte e da Juventude, Marina Ferrari, afirmou à emissora France Inter que cerca de 20 pessoas morreram afogadas desde o início do fim de semana. Ela também pediu que os banhistas respeitem as regras de segurança durante o período de calor extremo.

























