Lula afirma que tratamento dado pelos EUA é inaceitável e diz que pessoas tentam trair o Brasil com 'interesses rasteiros' e eleitorais
04/06/2026

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Petista deu a declaração durante reunião ministerial no Planalto. Lula afirmou que Brasil não pode ser tratado como 'republiqueta insignificante' e voltou a fazer críticas a Marco Rubio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo não pode "aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil nesta semana".
Sem citar adversários políticos, ele também disse que pessoas estão "tentando trair o país" com interesses "rasteiros" de uma disputa eleitoral.
Lula deu as declarações durante reunião ministerial no Palácio do Planalto após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propor novas tarifas contra produtos brasileiros.
"Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, interesses rasteiros, de uma disputa eleitoral. E não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria. Alguém capaz de vender o seu país por interesses mesquinhos deles", afirmou Lula.
Lula e seus aliados têm atribuído a articulações de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, e de seu grupo político, as medidas recentemente anunciadas, como as propostas de tarifas e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
O senador do PL tem dito que, durante reunião com Trump, pediu que novas tarifas não fossem impostas contra empresas brasileiras. E divulgou uma carta que enviou à Casa Branca reiterando a solicitação. Para o filho de Jair Bolsonaro, o anúncio de novas tarifas é resultado do "tom agressivo" de Lula contra os norte-americanos.
Nesta quarta, sem mencionar Flávio, Lula disse que um há um "imbecil" que não percebe que medidas como a taxação de produtos brasileiros vão prejudicar o país, e não um adversário nas urnas.
"O que é mais triste, é que tem brasileiros — que eu não vou citar nomes aqui — brasileiros fomentando essa briga, na perspectiva de que se ele taxar a gente ele vai prejudicar uma candidatura à Presidência da República. Mas, o que um imbecil desses não percebe é que quem é prejudicado é o povo, não o Lula", disse o presidente.
"Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura, ou de levar vantagem, é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome, a não ser dizer: em qualquer outro mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. É o que eles fizeram, não tem explicação", completou.
Em um discurso com tom nacionalista, o petista também afirmou aos ministros que o Brasil não pode ser tratado como uma "republiqueta insignificante". Durante a audiência com os ministros, frases como "O PIX é do Brasil" e "Brasil é soberano" foram exibidas em um telão.
"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", disse o petista.
Na reunião, Lula disse ainda que o Brasil nunca se negou a negociar com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais.
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