Do PIX ao crime organizado: veja 5 pontos que estão em jogo na reunião entre Lula e Trump

08/05/2026

Fonte: Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

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Presidentes do Brasil e dos EUA se reúnem nesta quinta-feira (7), na Casa Branca. Terras raras, conflitos globais e eleições também estão no radar do encontro.

O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança, segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano.

Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.

 

  • Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
  • Nesta quinta-feira, Lula será recebido por Trump na Casa Branca por volta das 11h (12h, em Brasília).
  • Em seguida, os dois farão declarações à imprensa por cerca de 30 minutos no Salão Oval, segundo agenda divulgada pelo governo norte-americano.
  • Depois, os presidentes participarão de um almoço, no qual devem discutir temas de interesse dos dois países.

Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globoo encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.

A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.

Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:

 

  1. Combate ao crime organizado
  2. PIX
  3. Geopolítica e conflitos globais
  4. Terras raras
  5. Eleições

 

Veja a seguir detalhes de cada um dos assuntos.

O governo dos Estados Unidos está analisando uma possível medida para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil afirmam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defende que facções brasileiras também sejam classificadas como terroristas, como já ocorreu com grupos do México e da Venezuela.

O tema já foi discutido por autoridades norte-americanas e brasileiras em reuniões anteriores e deve voltar ao foco no encontro entre Trump e Lula nesta quinta-feira.

 

  • Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
  • Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
  • A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
  • Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
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