Moraes manda PGR se manifestar sobre conclusão de que Bolsonaro não interferiu na PF

28/04/2022

O globo Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

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Em março, delegado disse em relatório que não houve conduta criminosa de Bolsonaro ou de Sergio Moro. PGR deve avaliar se propõe arquivamento, pede diligências ou oferece denúncia.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (27) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o relatório da Polícia Federal no inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na interferência da corporação.

"Abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação", ordenou o ministro.

Caberá à PGR avaliar se propõe o arquivamento do caso, se pede mais diligências ou se oferece denúncia, uma acusação formal à Justiça.

Em documento enviado à Corte no fim de março, a PF concluiu que não há elementos de crime na conduta do presidente no caso.

O relatório é parte do inquérito aberto em 2020 pelo Supremo a pedido da PGR. A investigação se baseou em acusações contra Bolsonaro feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Quando se demitiu do cargo de ministro da Justiça, Moro disse que Bolsonaro tentou interferir em investigações da PF ao cobrar a troca do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro e ao exonerar o então diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, indicado pelo próprio Moro.