Frio aumenta riscos para pets no inverno; veja cuidados essenciais para cães e gatos

29/06/2026

Fonte: Por O Globo — Rio de Janeiro

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Especialista explica como as baixas temperaturas afetam a saúde dos animais e o que pode ser feito para protegê-los em casa e nas ruas

Com a queda das temperaturas em diferentes regiões do país, o inverno acende um alerta para os cuidados com cães e gatos. Embora a pelagem seja frequentemente associada à proteção natural contra o frio, especialistas reforçam que nem todos os animais estão igualmente protegidos: filhotes, idosos, pets de pequeno porte e aqueles com pelos curtos estão entre os mais vulneráveis às baixas temperaturas e podem desenvolver problemas de saúde neste período.

De acordo com a médica-veterinária Conceição Henrique, responsável técnica da CasAdote, a estação exige atenção redobrada à rotina dos animais.

"Assim como acontece com as pessoas, o frio pode agravar doenças já existentes e favorecer o surgimento de problemas respiratórios, articulares e dermatológicos. É importante observar mudanças de comportamento, tremores, falta de apetite ou busca excessiva por locais quentes", explica.

Entre os cuidados recomendados estão a proteção contra correntes de vento, a oferta de caminhas elevadas do chão, cobertores limpos e ambientes secos e aquecidos. Em alguns casos, roupas específicas podem ser utilizadas, desde que não causem desconforto nem limitem os movimentos.

A veterinária também orienta a adaptação da rotina de passeios. "Nos dias mais frios, o ideal é priorizar os períodos em que a temperatura está mais amena", afirma.

Enquanto isso, a situação de cães e gatos em situação de rua torna o inverno ainda mais desafiador. Sem abrigo, alimentação regular ou acompanhamento veterinário, esses animais ficam mais expostos à hipotermia, infecções e outras complicações relacionadas às baixas temperaturas.

Organizações de proteção animal estimam que milhões de cães e gatos vivam em vulnerabilidade no Brasil. Nesse cenário, abrigos e protetores independentes enfrentam aumento da demanda justamente quando já operam com estrutura limitada.

A recomendação é que, sempre que possível, a população contribua de forma prática. Oferecer água, alimento e abrigo improvisado em locais seguros já ajuda a amenizar o impacto do frio. Muitas dessas iniciativas são essenciais diante da capacidade reduzida de atendimento das redes de proteção.

Quando houver condições de segurança, outra alternativa é o acolhimento temporário, mantendo o animal protegido até que uma adoção definitiva seja possível. A divulgação em redes sociais e entre contatos próximos também amplia as chances de um novo lar.

"Cada pessoa pode fazer parte da solução. Nem sempre uma ONG terá condições de acolher mais um animal. Muitas vezes, o que faz a diferença é alguém oferecer um lar temporário por alguns dias ou semanas até que esse cão encontre uma família definitiva", destaca Conceição.

A veterinária reforça que ações individuais, mesmo simples, podem reduzir o sofrimento dos animais em situação de rua.

"Nem sempre é possível retirar um animal imediatamente das ruas, mas qualquer iniciativa que ofereça proteção contra o frio já contribui para amenizar o sofrimento. O ideal, no entanto, é que esses cães possam encontrar um lar definitivo", conclui.