Viviane Araujo recria look icônico que usou há quase 30 anos, nega aposentadoria e diz: 'Estou gata!'
03/02/2026

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Conhecida como rainha das rainhas, a atriz foi homenageada pelo gshow revivendo a si mesma em um look do início de sua trajetória no carnaval, em 1999: 'Orgulhosa de mim'
Nos ensaios de Carnaval de 2026, o gshow decidiu homenagear as grandes musas da folia reeditando fantasias icônicas. E nada mais justo que Viviane Araujo, conhecida como rainha das rainhas, homenageasse a si própria! Afinal, ela tem 31 anos de Sapucaí, dos quais 29 foram reinando à frente de uma bateria.
"Fico feliz pelo que conquistei ao longo desses anos de Carnaval. Não só uma posição, mas o carinho, o respeito. Eu acho que isso que é mais importante, você ter o respeito das pessoas. E eu tenho isso", disse ela sobre sua alcunha m um papo exclusivo ao gshow.
Mas o gshow dobrou a aposta e propôs que Vivi revivesse o look icônico usado por ela mesma quando era musa da União da Ilha em 1999 - há 27 anos. Prestes a completar 51 anos, mais linda do que nunca, Vivi topou usar o lookinho diminuto e tirou onda: "Tô gata".
"Estou me sentindo muito bem! A gente fica sempre buscando querer ficar melhor, mas eu estou me sentindo superbem. O que eu faço hoje é para me manter feliz, bem, com saúde e me sentir realizada em todos os sentidos. Treino e isso me faz ser mais feliz. Claro que me olho no espelho e tô bonita, tô gata", dispara.
Vivi também relembrou os sonhos que tinha na época e como revê sua trajetória no mundo do samba mais de 30 anos depois, e se emocionou.
Olho para trás e vejo aquela menina começando, cheia de sonhos, que batalhou muito, que colava as purpurinas no seu tapa-sexo. Fico emocionada, de verdade, de poder estar hoje aqui me fantasiando como naquela época, recriando um momento de começo na minha vida dentro do Carnaval. Fico muito orgulhosa de mim. Obrigada pela homenagem e por eu me homenagear!
— Viviane Araujo
Início no Carnaval
Viviane fez sua estreia em 1995, aos 20 anos, na Beija-Flor. Apenas dois anos depois, em 1997, ela desfilou pela primeira vez como rainha de bateria da Império da Tijuca, que estava no antigo Grupo de Acesso. De lá para cá, foram, ao todo, cerca de 12 escolas em que deixou sua marca até se consagrar no reinado do Salgueiro e da Mancha Verde.
Hoje, ao relembrar sua carreira, Vivi revela que jamais imaginava essa longevidade e que, no início, tudo não passava de diversão.
"Quando eu comecei, eu gostava de estar ali, de participar da festa sem pretensão nenhuma, queria desfilar, brincar e curtir. Os anos foram passando, as coisas foram acontecendo e você vai ganhando destaque. Eu fui convidada em 1997 para ser rainha e foi uma surpresa! Eu lembro que foi a última escola a desfilar, já 8h da manhã, o sol na cara, mas foi muito legal. Só que eu não tinha essa meta na minha cabeça", relembra.
Depois de sua estreia, ela ainda desfilou em outras posições nas escolas e retornou ao posto de rainha de bateria em 2002, na Mocidade Independente de Padre Miguel: "Aí o negócio foi ficando sério."
'Aquele lugar é sagrado'
Mesmo não sendo uma rainha que veio da comunidade, Viviane construiu um legado. Com um movimento de aumento do número de celebridades em posições de destaque no Carnaval, Vivi defende que, independente do seu papel na escola de samba, é necessário ter respeito e entender a importância do cargo que você ocupa.
"Você tem que saber onde você pisa, o chão que você está. Acho que isso é o principal. O Carnaval é pra todo mundo, tem espaço pra todo mundo. Mas você tem que saber se colocar e saber onde você está de fato. Se te colocaram ali, presta atenção. E claro, gente, acho que ninguém vai substituir uma pessoa que nasceu ali. Eu nunca vou ser igual a uma menina que foi criada ali, que nasceu ali naquele lugar e eu respeito, e sei que aquele lugar é sagrado. Acredito que as escolas têm que dar importância, sim, a essas pessoas que nasceram ali e que são realmente do samba", defende.
Daqui eu não saio!
E se você pensa que Viviane deveria cogitar a aposentadoria e passar a coroa para outra beldade, saiba que isso não deve acontecer nem tão cedo. Para a rainha das rainhas, a aposentadoria não está em seu horizonte.
Não, não, ainda não, mas eu sei que um dia vai chegar, mas não penso agora. Isso ainda é uma coisa que mexe comigo, com a minha vida, de fato. Acho que se hoje eu parar e não tiver isso, acho que eu vou adoecer. Então não é o caso, sabe? De maneira nenhuma eu penso. Algumas pessoas até querem que eu pare, mas eu não vou parar não.
E, para aguentar o rojão e os muitos anos de reinado pela frente, o segredo é um só: treino! Se você acompanha as redes sociais de Vivi de pertinho, sabe que ela dá duro na musculação e que sua personal, Carol Vaz, não deixa barato.
Para a rainha da Mancha Verde, a chave é manter a constância durante todo o ano e focando nos detalhes na semana que antecede ao desfile.
"A gente já tem essa construção mesmo ao longo de todo o ano. Só na semana [do desfile] que às vezes é uma coisa assim diferente. Hoje eu eu sinto a necessidade de treinar! Eu sempre me cuidei, sempre treinei, mas às vezes eu não estava afim e não ia, mas hoje não. Eu acordei 6 horas da manhã para treinar antes de vir. Se eu não faço isso, depois, ao longo do meu dia, eu não ia ter mais esse tempo. É você saber priorizar as coisas que vão fazer bem para sua vida", detalha.
Nos preparativos...
Hoje, já com o corpo dos sonhos, com 59 cm de coxa e 99 cm de bumbum, Vivi não faz muita coisa para mantê-lo. Para ela, é simples: o básico que funciona. Antigamente, ela conta que já realizou procedimentos estéticos como aplicação de bioestimulador de colágeno e ácido hialurônico, mas, para este ano, o foco foi nos treinos, na alimentação e na sua sagrada drenagem linfática semanal.
Sex appeal e casamento
E é claro que estar em um cargo de exposição há mais de 30 anos a tornou um símbolo sexual! Se você perguntar a alguns brasileiros quais são as mulheres mais bonitas do Brasil, há grandes chances de Vivi Araujo estar entre elas.
O que, para Viviane, soa engraçado. Ela entende a imagem sexy que tem entre o povo, mas confessa não ser assim no dia a dia.
Não acho mesmo. As pessoas que me conhecem mais a fundo não enxergam nada disso. Eu sou totalmente diferente, mas eu acho que pela posição que eu sempre ocupei, quem não me conhece me vê dessa forma. É, eu sinto que isso é uma coisa que já tá dentro de mim. Acredito que é uma coisa natural, então, eu ter esse sex appeal.
Quem também deve concordar que a rainha é um dos maiores símbolos sexuais do Brasil é seu marido, Guilherme Militão. Juntos desde 2019 e casados desde 2021, Viviane não poupa elogios — e seus olhos enchem de brilho — ao falar do pai de Joaquim.
"Ele é super parceiro. Ele gosta de me acompanhar [nos ensaios e desfile] porque ele gosta de cuidar de mim. Às vezes eu tô cansada e ele que tá ali, sempre me segurando, me apoiando. Faça chuva, faça sol, tá ali comigo sempre acreditando, sempre me incentivando, sempre querendo me ajudar de todas as formas", se declara.
Vivi também reforça que Militão é responsável por colocar seu "pezinho no chão".
"Ele tem um senso, um olhar diferente das pessoas que estão ao meu redor. O que a gente tava falando daquelas pessoas que ficam ali bajulando, o meu marido tá ali pra realmente me falar de fato: 'Cara, isso tá legal, isso não tá legal.' Às vezes a gente até discute, conversa, mas aí depois ele me faz refletir, sabe? Isso é muito bacana", conta ela.
E quando o assunto é ciúmes, ela garante que Guilherme é tranquilo, mas, claro, não gosta que ultrapassem os limites.
"Ele é tranquilo, ele só não gosta de abuso, sabe? Chega uma pessoa mais engraçada, querer pegar, tirar uma foto, botar a mão aqui na cintura. Isso aí ele não gosta, não aceita", dispara.
Túnel do tempo
Depois de toda a emoção vivida por recriar um momento tão mágico e especial, pedimos para Vivi, agora com um reinado sólido e uma carreira consolidada, mandar um recado para a menina Viviane de 26 anos atrás.
Vai, vai, vai, minha filha, vai, não desiste! Você vai ter problemas, mas usa essa tua força que você vai conseguir. Tudo valeu a pena, tudo na minha vida, qualquer coisa, seja de bom ou de ruim, eu acho que serve para alguma coisa. Tudo que eu passei serviu para alguma coisa, para eu estar aqui hoje, para eu ser essa mulher que eu sou hoje. Então, é isso que eu falo para ela, para Viviane lá de trás. Minha filha, você vai ter algumas coisinhas aí, mas você vai chegar onde você quer chegar.

























