Quem é esse aí, papai? Psicólogo, capoeirista e solteiro: o intérprete de libras que encantou Ivete Sangalo
05/01/2026

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Cantora brincou com TJ Weber enquanto ele traduzia para a comunidade surda a música 'Vampirinha'
"A Veveta do Velho Testamento voltou". Quem diz são os seguidores e fãs de Ivete Sangalo que, agora solteira, retomou o ar maroto de suas brincadeiras com o sexo oposto. Foi o que aconteceu durante o show que fez no "Pôr do Som", projeto tradicional de Daniela Mercury no primeiro dia do ano, em Salvador.
No palco, Ivete cantava "Vampirinha", sua aposta para o carnaval, quando notou a performance do intérprete de libras. Enquanto cantava a estrofe "vou chupar o seu pescoço", ela parou e questionou o bonitão, indo até perto dele: "Precisa fazer essa boca? Essa boca eu não sabia que tinha na libras. Gostei dessa tentação".
A interação entre os dois deixou muita gente curiosa sobre a identidade do intérprete. O nome dele é Atanael Weber, mas profissionalmente se apresenta como TJ, tem 37 anos, e, além de intérprete bilíngue, é capoeirista e professor de forró. Após viralizar nas redes sociais, ele se diz surpreso com a repercussão.
"Estou surpreso, né. Começar o ano assim, com um elogio de Veveta... Recebi muitas mensagens no Instagram, proposta de trabalhos futuros, pessoal da comunidade surda agradecendo a visibilidade, elogios e algumas cantadas também, claro, faz parte", conta.
TJ começou a se interessar pela linguagem de libras aos 12 anos. Criado na igreja evangélica, ele percebia que os fiéis surdos não conseguiam participar dos cultos ou entender os louvores. E assim surgiu a profissão.
Requisitado, ele já subiu a muitos palcos na Bahia para traduzir as músicas de Juliette, Solange Almeida , Maiara e Maraisa, Daniela Mercury e por aí vai. O desejo agora, quem sabe, é fazer o mesmo trabalho para Ivete. Quem sabe até no trio do carnaval deste ano:
"Até onde eu sei, só o Saulo mantém um tradutor de libras no trio dele. Seria massa poder levar à comunidade as músicas de Ivete. Já que o carnaval baiano, e os centros culturais de modo geral em Salvador, proporcionam acessibilidade, segurança e inclusão para os surdos".
O único compromisso que TJ tem no carnaval da Bahia em 2026 é sair no Filhos de Gandhi. "Me dei de presente", diz ele, que não confeccionou ainda seus colares. Na tradição baiana, o adereço em contas brancas e azuis são trocados por um beijo. Mas TJ jura que não é este o objetivo dele no bloco. Solteiro, ele não descartaria, quem sabe, dar um colarzinho destes a Veveta:
"Ela está no coração e todo homem, né. Verão, Bahia, essa fuleragem gostosa, quem sabe", brinca. O recado está dado.

























