Juliette abre sua casa no Rio de Janeiro; assista ao tour
05/05/2026

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A vencedora do BBB 21, cantora e integrante do elenco do Saia Justa encontra em seu novo lar, na Barra da Tijuca, o equilíbrio entre a modernidade e as raízes nordestinas que moldaram sua trajetória
Não é a primeira vez que acompanhamos Juliette em casa. A anterior e “mais vigiada do Brasil”, no entanto, não lhe pertencia: era de todo mundo e de ninguém, cercada por câmeras e projetada para promover o caos. Na época, milhões de pessoas viram a então maquiadora buscar centro em si mesma para enfrentar sua jornada da heroína, embalada por Chico César e espalhando bem-querer. Hoje, a cantora e apresentadora do Saia Justa, do GNT, estabelece em seu novo endereço o limite entre os holofotes e o abrigo da vida privada.
A morada atual, na Barra da Tijuca, guarda similaridades com aquela de Jacarepaguá. Nela, a paraibana também não vive sozinha. O cotidiano é compartilhado com o noivo, o atleta de crossfit Kaique Cerveny, a mãe e alguns sobrinhos – cerca de uma dúzia de pessoas. O Rio de Janeiro continua lindo no pano de fundo. E, mais uma vez, são as origens que a sustentam. “O chão do Nordeste, as cores, as texturas… Tudo isso me aterra”, revela.
Para conceber esta residência, Juliette revisitou as anteriores. A decoração, assinada pela conterrânea Anne Furtado, do escritório Cornicci, reúne sob o mesmo teto objetos e obras de arte de João Pessoa e de outras cidades nordestinas. “São elementos que fazem parte da minha cultura e do meu povo”, conta. “Queria que tivesse memória afetiva e que, ao mesmo tempo, fosse moderno.”
Junto a argilas de diferentes tonalidades, estão o baú de Espedito Seleiro, obras de Zélia Suassuna, o mapa da Paraíba na parede e um peão junino entre objetos de design. “Isso aqui é a cara da minha infância”, relembra. Na sala de jantar, uma obra desenhada por Anne Furtado e executada por Wesley Pernambucano representa os nove estados do Nordeste por meio de seus símbolos: o boi do Maranhão, o caju do Piauí, os cactos da Paraíba, a baiana e Fernando de Noronha. Do outro lado da adega, destaca-se uma obra de Marilene Ropelato sobre cactos. “Fiquei encantada com a sensibilidade dela em descrevê-los”, confessa Juliette.
A arquitetura de interiores ficou a cargo do Studio Bruno Rubiano, de São Paulo. Ao escritório, coube o que Juliette definira como prioridade: ventilação, fluidez e integração entre ambientes que, nesta casa, acumulam funções – do salão de beleza ao estúdio de gravação, do escritório à sala de cinema. Além de conjugar ócio e ofício, há o equilíbrio entre solitude e companhia. A casa pulsa cheia, independentemente da presença da própria Juliette. “Gosto de chegar e ver tudo acontecendo: os sobrinhos estudando, o Kaique na academia, a mesa posta.”

























