Apresentador do 'BBB 26', Tadeu Schmidt conta como lida com os haters e admite ser vaidoso: 'Quero estar sempre bonito na TV'
12/01/2026

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Jornalista completa cinco anos à frente do reality show e revela ainda quais seriam suas estratégias se estivesse confinado
O “Big Brother Brasil 26” já começou com uma novidade quente: de 20 candidatos anônimos espalhados por casas de vidro pelo Brasil, 10 serão selecionados hoje à noite para integrar o elenco do reality show. Além desse grupo, famosos e ex-participantes da atração estão confinados em hotéis, aguardando o início oficial do jogo, amanhã, ao vivo. Tadeu Schmidt, apresentador da atração pelo quinto ano, está mais do que pronto para o que chama de “edição bombástica”.
— Eu me preparo bastante antes do início do “BBB”. Revejo as entrevistas dos participantes para conhecê-los melhor e fixar os nomes. Na minha primeira temporada, eu tinha medo de errar o nome de todo mundo. Mas o contato é tão intenso que não tem chance de isso acontecer — garante ele.
Desta vez, não só os competidores vão precisar de artimanhas para chegar à final: o público também poderá pensar em jogadas para deixar a competição ainda mais interessante. Pela primeira vez, quem assiste e vota de casa vai poder, em determinado momento do programa, substituir qualquer jogador confinado. Pensando nessa dinâmica, propusemos ao apresentador, de 51 anos, um ensaio de fotos num gigante tabuleiro de xadrez, jogo em que as estratégias são fundamentais para alcançar a vitória.
Mesmo sem ser um participante, o apresentador lida com julgamentos, haters e fãs nas redes sociais, entre outros sentimentos e vivências derivadas dessa experiência única que é o “BBB”. Tadeu não apenas topou a ideia, como se jogou nas poses e nos carões. Além de se empolgar com o programa, ele fala sobre carreira, família e sua rotina pessoal, na conversa abaixo.
Como esses cinco anos à frente do “BBB” transformaram você?
Quando assumi esse cargo, me transformei em outro profissional. Eu me vi em situações inéditas de emoção. Nunca apareci chorando como jornalista, só na minha despedida do “Fantástico”. No “BBB”, às vezes, eu me emociono com o meu discurso de eliminação, quando olho para o participante e ele está emocionado. Não consigo me segurar...
E no aspecto pessoal?
Também mudou. Agora, eu tenho um período muito intenso, de cento e poucos dias em função do “BBB”. Depois, tenho o resto do ano muito mais relaxado. Sou chamado para fazer um projeto aqui, outro ali, mas tenho experimentado um relaxamento como nunca antes na vida. Quando acaba o reality show, vou para compromissos mais cedo, tranquilo. Não fico apressado, estou mais leve. Mudei a forma de aproveitar as coisas. Eu gasto toda a minha adrenalina nos cem dias do jogo.
Apesar de não ser um jogador, você também fica exposto no ar todos os dias, recebendo críticas e elogios nas redes sociais. Como lida com os haters?
Isso é uma coisa nova pra mim. Mas o “BBB” proporciona algo como o futebol: torcida. O que escrevem não é uma análise fria. São torcedores tomados pela paixão. Então não dá para esperar um cenário sempre equilibrado. Eu nem posso ficar me achando o máximo com todas as coisas boas que são faladas, nem deprimido com o que citam de ruim. Não tem como fazer um programa que mexe com tanta paixão sem ter esses comentários. Seria estranho se não tivesse.
E a sua autocrítica, como é?
Essa parte é cruel. E não é só com o “BBB”. A única pessoa com quem eu sou um tirano é comigo mesmo. Não me perdoo. Trabalho há mais de 20 anos nisso, em aceitar meus erros. Consigo me lembrar de muitas vezes em que eu errei na minha vida, até mesmo na época em que eu jogava vôlei, aos 18 anos. Penso: “Se eu não tivesse feito aquilo, a gente teria ganhado”. Isso é péssimo! Eu gostaria de não ser assim. E acho que até evoluí bastante nos últimos tempos. Mas é por sofrer muito quando erro que eu me preparo bastante para minimizar isso. Nunca fa
Como trabalha isso? Faz terapia?
Já fiz muita. Nos últimos tempos, não tenho feito. É mais um trabalho comigo mesmo, de pensar “eu errei, todo mundo erra, vamos em frente” ou “não foi perfeito, mas foi ótimo e está tudo certo”.
O “BBB 26” chega com novidades. E em relação a você, o que conta de novo em 2026?
A primeira coisa é que nunca estive tão empolgado com um início de “BBB” como estou agora. Não porque os outros fossem ruins, imagina. Mas este é o que me provoca a maior expectativa. A segunda é que nunca estive tão de bem com a vida, então talvez as pessoas percebam isso no ar. Sempre fui feliz, mas agora talvez eu esteja na melhor fase. E a terceira é que estou mais cabeludo do que nunca!
Você revelou que essa mudança no visual veio após um transplante capilar. Como se sente depois dele?
Esse é o tipo de coisa que eu não divido muito, mas não escondo de ninguém também. Fiz em 2024, no Brasil. Foi com uma técnica moderna: não raspei o cabelo, ele foi crescendo aos poucos. Ninguém percebeu na época. Mesmo quando meu cabelo era comprido, eu já tinha entradas. Mas nunca tive problema de autoestima, nunca liguei muito para a calvície. Eu mesmo me zoava. Agora estou curtindo a cabeleireira nova. Faz um tempo, inclusive, que eu não pego em pente. Acordo, mexo no cabelo com as mãos, ponho mais ou menos organizado e saio. Fica um volume maravilhoso!
Você disse que fez por trabalhar na TV...
Eu quero estar sempre bonito na TV. Então invisto nisso. Não condeno a vaidade, os procedimentos estéticos. Tudo que fazemos é o que achamos bonito. Eu compro uma camisa com um formato ou com outro, penteio o cabelo de um jeito ou de outro, uso uma maquiagem ou não, faço a barba ou não, faço um procedimento ou não porque quero ficar mais bonito. Acho que é melhor eu estar mais apresentável na tela. Então o que eu puder fazer para estar, dentro da minha realidade, o mais bonitão possível na TV, eu vou fazer.
Você fez fotos num tabuleiro de xadrez, um jogo de estratégias. Quais seriam as suas se estivesse confinado?
Eu partiria para o debate. Acho que eu seria um pouco diferente do que sou no meu dia a dia. Quando eu não estou na maratona do reality, sou muito mais tranquilo. E no jogo a gente espera que as pessoas encarem o conflito. Eu seria ativo, espontâneo — como sou na vida — e corajoso.
Você se considera um estrategista?
Sim. Para tudo o que vou fazer, sempre penso em todas as possibilidades, inclusive no pior cenário possível, e me preparo. Não espero para ver o que vai acontece, antecipo tudo. Não sei se é ansiedade, talvez seja ruim. Às vezes, eu penso até demais.
Você pretende seguir por muitos anos na apresentação do “BBB’’?
Já avisei ao pessoal que o “BBB” mexe muito com a gente, é pesado. Não aguento por muito tempo... No máximo, uns 25 anos. Talvez, 30 (risos)!
Como é o “BBB” em casa, com suas filhas (Valentina e Laura) e sua mulher (Ana Cristina)?
Os debates que existem no programa são espelhados em casa. E às vezes fica quente mesmo! Uma filha minha pensa uma coisa, eu penso outra; ou minha outra filha discorda de uma decisão que a gente tomou... Faz parte. Elas me admiram como profissional, mas isso não pressupõe que vão concordar comigo em tudo. Às vezes, minha mulher se apaixona por um participante ou pega ódio de alguém, e quando estou acompanhando no Globoplay, ela diz: “Não vou ficar aqui, você está vendo tal pessoa”. Eu sei que eu fico distante, porque estou ligado na TV, no celular... Então, quando o reality show termina, faço questão de fazer alguma coisa especial com elas.
Elas perguntam detalhes do programa?
Elas respeitam, mas a família Schmidt sabe antes... Elas já sabem de várias coisas que o povo não sabe. E são muito responsáveis, sei que eu posso confiar.
Mesmo durante a rotina intensa com o programa no ar, tem algo de que você não abre mão?
Sempre fui muito daquela coisa da família Schmidt, de ter que treinar, ter dedicação total. Mas tem que ter também o tempo de aliviar a pressão. Jogo meu golfe todo domingo. Durmo menos, jogo um pouco pior, mas vou. Não abro mão de ir malhar também, que eu adoro e me dá uma qualidade de vida melhor. Não deixo de passar momentos prazerosos com a minha família, de ter chamego com a minha mulher, de dar abraço, namorar. Isso tudo me faz trabalhar melhor, inclusive.
Você fala com paixão do golfe. Como ele entrou na sua vida?
Sempre que eu viajava em família, ficava em hotéis que tinham campos de golfe, mas nunca aproveitava, apesar de achar bonito. Em 2014, meu compadre começou a jogar e ficou apaixonado, falou que precisávamos aprender. Um dia, eu fui à aula. Foi o único esporte que eu tentei fazer e não consegui nem me divertir no primeiro dia. É muito difícil! Mexeu tanto comigo, que eu aumentei a frequência das aulas e quis dominar. Dez anos depois, eu até já me divirto. E para qualquer lugar que eu viaje, levo meus tacos.
Créditos
Fotos: Marcio Farias | @marciofariasfoto
Assistência de fotografia Diego: Insfran | @diegoinsfranlopes
Estilo: Samantha Szczerb | @samantha_szczerb
Beleza: Monalisa Santos | @monalisagermano
Agradecimentos: Estúdio Insônia | @insoniaestudios e Downtown | @downtownrj
ço um discurso de eliminação, por exemplo, sem debater com toda a equipe.

























