Análise: aos 19 anos, Kimi Antonelli faz F1 parecer “fácil” com vitória em Spa
21/07/2026

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Jovem italiano da Mercedes encerrou jejum de três etapas sem vitórias na F1 e faturou o GP da Bélgica neste domingo, estendendo liderança do Mundial
GP da Bélgica de 2025: Kimi Antonelli fica no Q1, com o 18º tempo. Um ano depois, ele vence a prova disputada no desafiador circuito Spa-Francorchamps e conquista sua sexta vitória no ano, ampliando a liderança no campeonato para 45 pontos sobre Lewis Hamilton e, mais importante, 50 pontos sobre seu companheiro de equipe, George Russell
Com apenas 19 anos e fazendo apenas seu segundo ano na F1, descrever a evolução do italiano pode até parecer que crescer assim na categoria em tão pouco tempo é “fácil”. Mas a prova em Spa mostra que, embora as coisas estejam dando certo neste momento para o italiano, a sorte muda de lado bem rápido também na F1.
A prova na Bélgica não foi um passeio de domingo para Antonelli e a Mercedes. A corrida foi uma das mais disputadas da temporada até aqui, com as quatro equipes grandes disputando de forma direta posições na pista – Red Bull X McLaren, Ferrari X Mercedes, Ferrari X McLaren, Red Bull X Mercedes etc.
Por ser uma pista com alto consumo de energia, era esperado que as disputas “ioiô” fossem intensas – e o que explica muitas das ultrapassagens, em especial no começo da prova, quando Max Verstappen, que largou na primeira fila, chegou a ultrapassar o italiano logo na primeira volta, porém Kimi deu o troco.
Mas o ritmo de prova da Ferrari foi surpreendente, indicando que a melhora da escuderia de Maranello, desde as vitórias de Hamilton em Barcelona e Charles Leclerc em Silverstone, não foram frutos do acaso. O monegasco se deu bem fazendo sua parada em virtual safety car, perdendo assim menos tempo no box, mas a disputa com Kimi acabou valorizando a vitória do italiano em Spa.
Antonelli mostrou na Bélgica que realmente é um dos favoritos ao título deste ano. Apesar de estar apenas em seu segundo ano na F1 e ter 19 anos, mostrou muita maturidade nas disputas com Verstappen no início e no ritmo para alcançar Leclerc na segunda metade da prova, conseguir tirar décimo de segundo em cima de décimo de segundo por volta para chegar na Ferrari.
Seu bom momento contrasta com a corrida para ser esquecida de Russell. O britânico reclamou do carro ao longo de todo final de semana e teve um problema também na largada, que acabou ocasionando um posicionamento ruim na primeira volta que terminou com um toque recebido por Hamilton. O fim de prova significou uma distância de 50 pontos para Antonelli.
Agora, ele tem que se inspirar no compatriota Lando Norris, que em 2025 também saiu da Holanda em situação bem desconfortável no campeonato (após um abandono), mas acabou virando o jogo em cima de seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, e segurou a chegada de Verstappen, com uma Red Bull muito forte na segunda metade do ano.
O problema é que Russell, ao contrário de Norris, não está andando no mesmo ritmo de Antonelli já há alguns GPs. Ao contrário de Norris X Piastri, a disputa interna neste momento na Mercedes está desequilibrada, com Antonelli levando boa vantagem. Mas o exemplo de 2025, com Piastri perdendo o título, e os problemas de confiabilidade lembram o italiano que ainda é preciso manter o foco para a segunda metade do ano para encaminhar um título que, até aqui, seria merecido para Antonelli.
O GP da Bélgica também marcou uma excelente prova de Gabriel Bortoleto, que me respondeu dizendo que, sim, esta foi a sua melhor corrida em 2026 e, portanto, a melhor da Audi em seu ano de estreia na F1 até aqui.
Ele chegou na oitava colocação, assim como ele tinha feito em Silverstone, mas, dessa vez, com um ritmo de prova muito bom, superando Racing Bulls e Alpine, que tendiam a ser melhor que a sua Audi no circuito de Spa-Francorchamps, por conta de suas longas retas e usarem as unidades de potência que hoje são a referência no grid.
O virtual safety car ajudou, é verdade, mas isso só foi possível justamente porque a Audi consegue gerenciar bem o desgaste de pneus e também porque Bortoleto fez uma excelente classificação, superando carros que deveriam estar na sua frente no grid. Para Budapeste, o brasileiro deve mais uma vez lutar por pontos – já são três top-10 em 2026, marcando todos os dez pontos da Audi no Mundial de Construtores.
Em uma pista onde o chassi é mais importante que o motor, a Audi tende a se destacar. E Bortoleto em 2025 fez na Hungria sua melhor corrida na F1, com um memorável sexto lugar com a Sauber. Marcar pontos pela quarta vez no ano, e terceira seguida, seria uma ótima forma de fechar a primeira parte do campeonato mostrando que de fato a sua equipe veio para se estabelecer como uma das grandes em um futuro próximo.

























